quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sujeitos à resistência!


Sujeitos à resistência!

                                                                                                   Conhecer é melhor que julgar!


         A trajetória do discente de Serviço Social no que diz respeito á formação profissional, é bastante sinuosa, perpassa pela desmistificação do processo de caridade (Assistencialismo) na profissão, ao embates no fazer profissional que desassociam a teoria da prática. Trazendo para a contextualização desta reflexão, o objeto de trabalho do Serviço Social, a Questão Social, possibilitando uma ampla visibilidade das áreas e esferas de atuação do Assistente Social.
         Dentro da academia, estamos inseridos em dois contextos: enquanto estudantes e na condição de profissional precarizado pelo capitalismo. Desse pressuposto parte a indagação, no que diz respeito à (in) diferença no processo de ensino aprendizagem horizontalizada (dentro e fora da sala de aula). Como pode o estudante estar inserido na participação e mobilização de ações e atividades extraclasse, sem motivação?  Como é o processo de (re) conhecimento das possíveis áreas de atuação, visando uma possível identificação? E por ultimo, mas não menos importante qual o motivo do distanciamento dos graduandos do tripé fundante para nossa formação profissional (Ensino, Pesquisa e Extensão)?
       Esses questionamentos podem e devem ser esclarecidos, nas reuniões do Centro Acadêmico, nos espaços de discussão como: seminários, fórum, Congressos, encontros Locais, regionais e nacionais de estudantes do nosso curso. A partir dessa participação e interesse dos discentes, em novas construções ideológicas, críticas e política proporcionarão o fortalecimento da categoria profissional, quebrar paradigmas e conquistar espaços.
       Seguindo a linha da conquista de espaço, no dia 20 de março de 2012 , foi assinado pelo Exmo. Governador Jacques Wagner, o Programa Bahia Acolhe na esfera da Assistencial Social voltado para a População em Situação de Rua. Mérito (conquista) do Movimento da População em Situação de Rua da Bahia, coordenado por Maria Lucia, que juntamente com o MNPR- Movimento Nacional da População de Rua, busca a efetivação dos direitos humanos, o qual se faz necessário para o sujeito de direito se reconhecer enquanto cidadão.
        A resistência do MNPR demonstra a força dos movimentos sociais organizados, onde os exemplos de superação se fortalecem todos os dias, em busca da dignidade, do respeito e dos seus direitos garantidos por lei, num enfrentamento constante à omissão do Estado frente aos direitos humanos descritos na Carta Magma de 88. (Questão Social). MNPR é um campo de atuação profissional completo, sem recortes. Fica a dica!


                                                                        Sheyla Paranaguá
                                                               

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