Sujeitos à resistência!
Conhecer é melhor que julgar!
A
trajetória do discente de Serviço Social no que diz respeito á formação
profissional, é bastante sinuosa, perpassa pela desmistificação do processo de
caridade (Assistencialismo) na profissão, ao embates no fazer profissional que
desassociam a teoria da prática. Trazendo para a contextualização desta
reflexão, o objeto de trabalho do Serviço Social, a Questão Social, possibilitando
uma ampla visibilidade das áreas e esferas de atuação do Assistente Social.
Dentro da academia,
estamos inseridos em dois contextos: enquanto estudantes e na condição de
profissional precarizado pelo capitalismo. Desse pressuposto parte a indagação,
no que diz respeito à (in) diferença no processo de ensino aprendizagem
horizontalizada (dentro e fora da sala de aula). Como pode o estudante estar
inserido na participação e mobilização de ações e atividades extraclasse, sem motivação? Como é o processo de (re) conhecimento das
possíveis áreas de atuação, visando uma possível identificação? E por ultimo,
mas não menos importante qual o motivo do distanciamento dos graduandos do tripé
fundante para nossa formação profissional
(Ensino, Pesquisa e Extensão)?
Esses questionamentos podem e devem ser
esclarecidos, nas reuniões do Centro Acadêmico, nos espaços de discussão como:
seminários, fórum, Congressos, encontros Locais, regionais e nacionais de
estudantes do nosso curso. A partir dessa participação e interesse dos
discentes, em novas construções ideológicas, críticas e política proporcionarão
o fortalecimento da categoria profissional, quebrar paradigmas e conquistar
espaços.
Seguindo a linha da conquista
de espaço, no dia 20 de março de 2012 , foi assinado pelo Exmo. Governador
Jacques Wagner, o Programa Bahia Acolhe na esfera da Assistencial Social
voltado para a População em Situação de Rua. Mérito (conquista) do Movimento da
População em Situação de Rua da Bahia, coordenado por Maria Lucia, que
juntamente com o MNPR- Movimento Nacional da População de Rua, busca a
efetivação dos direitos humanos, o qual se faz necessário para o sujeito de
direito se reconhecer enquanto cidadão.
A resistência do MNPR
demonstra a força dos movimentos sociais organizados, onde os exemplos de
superação se fortalecem todos os dias, em busca da dignidade, do respeito e dos
seus direitos garantidos por lei, num enfrentamento constante à omissão do Estado
frente aos direitos humanos descritos na Carta Magma de 88. (Questão Social).
MNPR é um campo de atuação profissional completo, sem recortes. Fica a dica!
Sheyla Paranaguá
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